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segunda-feira, 6 de março de 2017

Espírito voluntário para libertar das frustrações

"Os relacionamentos ficam mais amargos quando esperamos receber do outro um tratamento idealizado, fora do que ele é capaz de dar. Abrimos mão do nosso poder em detrimento do poder (ou da falta de) do outro. O sentimento de ser voluntário inclui a percepção de estar servindo a alguém maior dentro das condições e limites que lhe são apresentados. Este "serviço" é a escolha de abraçar a sua causa pessoal de vida com amor, dando o melhor que é possível dar por ela e aceitando do outro e do mundo a ajuda que for oferecida com leveza e gratidão." 






















Frequentemente me perguntava como me liberar das influências nocivas das expectativas.  A expectativa ou antecipação nos tira do presente e nos coloca num modo de percepção comparativa da realidade, em que acabamos por nos concentrar mais no que falta na realidade em relação ao nosso desejo do que simplesmente perceber as coisas como são, com benefícios e prejuízos por elas mesmas. Os relacionamentos ficam mais amargos quando esperamos receber do outro um tratamento idealizado, fora do que ele é capaz de dar. Isto pode acontecer em qualquer tipo de relação. A expectativa em relação ao outro também atrapalha a realização dos nossos objetivos, já que muitas vezes esperamos que uma série de pré-requisitos externos se realizem para ter nossa satisfação pessoal garantida. Abrimos mão do nosso poder em detrimento do poder (ou da falta de) do outro. 

Enfim, expectativa sempre atrapalha um pouco e produz ansiedade. E portanto era uma reflexão antiga minha. Mas, recentemente, após estudar a vida de alguns missionários - como Madre Tereza de Calcutá – observei que o estado de graça e contentamento vinham de um sentimento de se dedicar a uma causa com uma responsabilidade e um voluntariado que os colocavam na posição de “estar ali pro que desse e viesse”. Eles simplesmente escolhem levar a vida como um voluntário permanentemente a serviço e se alegram com toda ajuda que recebem, já que realizariam suas obras de qualquer forma, mesmo sozinhos.

O sentimento de ser voluntário inclui a percepção de estar servindo a alguém maior dentro das condições e limites que lhe são apresentados. Faz-se o máximo que se pode, mas somente o que se é possível fazer com os recursos que lhe são oferecidos. O voluntário faz parte de uma organização maior que solicita a ajuda e se alegra com a ajuda que foi dada, reconhecendo que o voluntário sozinho não tem condições para dar conta de todo o trabalho que há para ser feito com a perfeição de um profissional. O voluntário é limitado e amoroso, por isso trabalha de graça e se alegra simplesmente por fazer parte de uma causa nobre e colocar a disposição as forças e qualidades de que dispõe, mesmo que poucas ou incompletas.

Essa reflexão e, posteriormente, esta postura diante da vida mudou meu sentir completamente. É verdade  que, somente agora, com certo grau de conforto emocional,  pude alcançar com profundidade esta teoria tão velha e clichê:  “abandone as expectativas”, “não julgue” etc. Afinal é difícil para alguém desnutrido ou doente se tornar um voluntário em uma causa quando ele mesmo precisa de ajuda. Mas, ao mesmo tempo, estamos sempre precisando ser salvos em algum setor, enquanto que em outros somos abundantes de recursos. Então o espírito voluntário pode ser abraçado por todos nós.

No meu caso pessoal, eu precisava abandonar a crítica exagerada nos relacionamentos interpessoais e ter mais espaço mental e emocional para ver o outro pelo que ele é, do jeitinho fofo e amoroso que fazia com meus clientes em consultório rsrs... e o espírito voluntário funcionou bem.

Funciona por que não é pelo outro, é pela Causa e a serviço da Organização Maior. Funciona por que nesse contexto não cabe questionar os recursos.  Todo mundo sabe que é necessário de alguma forma e que o outro que está sendo atendido está ferido e precisa de ajuda. O voluntário também sabe deixar o posto quando é dispensado. Ele não obriga o outro a receber sua ajuda. Ele automaticamente procura saber se há outro serviço a ser feito ou se beneficia alegremente do momento de descanso.
O espírito voluntário funcionou para mim e, acredito eu, para missionários, obreiros, voluntários e santos por que desvinculou a mente de “qual o problema” e reconectou com o “como posso ajudar”. E isso faz toda diferença no desejo de fazer o que é certo, na capacidade de perdoar e amar, na condição de Ser Feliz.

Espero que essa visão lhe possa ser útil em sua caminhada nas relações  com o outro, com a família, com o seu trabalho e com o mundo.


Vida viva para todos!

sábado, 1 de outubro de 2016

Quando olhar para a felicidade dói

Às vezes nada é como pensávamos que fosse.

Na verdade quase sempre as coisas são diferentes do que esperamos, mas às vezes essa constatação é bem dolorosa. Especialmente quando percebemos que sacrificamos muito por nada. O prêmio não virá. O reconhecimento não virá. Seu nome não ficará no livro dourado de Deus. O de seu adversário não irá pro inferno, vingando seu sofrimento. Não, nada será como você esperava e o sofrimento dos dias perdidos, do corpo maltratado, não será recompensado.


Criamos laços com o caminho de sofrimento que escolhemos acreditando que seria o certo, que seria o bom, o justo e que alimentaria nosso desejo infantil de reconhecimento externo, de vingança e de comiseração alheia. E quando, após amadurecermos, percebemos que fizemos as escolhas movidos pelas motivações erradas, nem sempre temos coragem de reconhecer.

O pai perdoou a irmã mais nova que engravidou antes de casar e esqueceu o namoro que você terminou a contragosto. A mãe não sobreviveu para ver o brilhante advogado que você se tornou depois de tristemente abandonar o teatro. A sociedade não liga mais pro seu grande amor homossexual e de fato ele casou com outra pessoa enquanto você está envelhece sozinho. A igreja não é mais tão rigorosa, as sobrancelhas finíssimas saíram de moda e o black power voltou depois que seu cabelo não cacheia mais. Aquele amigo que filava aula é seu chefe e ganha mais que você.

E você não tem muita coragem para perguntar o que aconteceu. E perde a fé em Deus e na justiça, e deprime e faz muxoxo com a rotina e com a vida. A vida que você escolheu. E, na melhor das hipóteses, pode ter dito internamente “agora vai TER que ser assim” e sobrevive  forçando uma barra na direção do que não te traz satisfação e felicidade. Muitas vezes criticando ou rejeitando aquelas pessoas que desconfortavelmente passam sendo felizes, “transgredindo” ousadamente diante dos seus olhos.

Não... isso nada tem a ver com Deus ou com Justiça. Tem mais a ver com coragem e auto responsabilidade. Coragem para ser adulto e fazer o que se quer, assumindo as consequências pelos seus atos. E ter sinceridade para olhar para si e saber que o que realmente lhe faz feliz pode não ser convenientemente adequado ao seu sonho infantil de aceitação incondicional, glorificação e pertencimento. Nem sempre se nasce cisne. Às vezes o cisne tem que viver uma vida de patinho escorraçado para encontrar seu verdadeiro lugar no lago.

(Nota: eu estou escrevendo para “você”, mas muitas destas descobertas são muito pessoais, além de terapêuticas)

Muitos dos personagens a quem fazemos reverência na juventude para escolher os  caminhos que consomem anos dolorosos de nossa vida não permanecem ao nosso lado para tirar os espinhos dos nossos pés. Eles morrem, partem ou mudam e esquecem as opiniões que tinham antes. E você dorme sozinho com as dores nas costas, com a gastrite, com as enxaquecas, com o parceiro errado, sonhando com os problemas do trabalho para o qual você não gostaria de ter que voltar.

Então tudo está perdido? Claro que não. 30 anos, 10 anos, 1 ano, 1 dia que lhe reste de felicidade genuína é capaz de fazer tudo valer a pena. Felicidade genuína. Aquela que transcende as opiniões e dogmas e fazem referência ao Deus verdadeiro, autêntico, e misericordioso que existe dentro de você. Basta um filho que testemunhe este novo e verdadeiro “você” e que aprenda que a felicidade é real e é possível, e que depois talvez tenha filhos e netos... e uma geração inteira poderá ser libertada.


Peço-lhe apena uma semana com seu verdadeiro eu, produtivo, criativo, amoroso e feliz. Nunca mais você será o mesmo. Um passo de coragem e um olhar humilde e sincero para si mesmo. Um último mergulho intenso na dor, na dor do tempo perdido, da culpa pelas injustiças cometidas, na raiva por não ter se respeitado... para então abandonar o desvio para sempre e recomeçar. Com uma oportunidade real e genuína de ser você, de ser feliz.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coração – no centro vida harmoniosa

No que diz respeito a função energética dos centros vitais ou chakras, o centro do coração tem uma função fundamental na vida relacional humana, seja com o planeta seja entre seres humanos. Ele é o mediador das diversas modalidades energéticas absorvidas pelo campo humano. É também o processador que transforma força física, desejo, inteligência, intuição, vocação e espiritualidade em ação; o agir harmonioso que possibilita todos os seres se auxiliarem e compreenderem mutuamente. Esta força ativa é o amor.


Seis centros vitais: três sutis, acima do coração e três mais densos abaixo do coração. Todas as funções destes centros são importantes e complementares. E sempre que agimos de maneira centralizada em somente alguns deles, acabamos por encontrar desequilíbrio em algum setor de nossas vidas. Não há inteligência que seja construtiva se não for materializada através do amor. Não há espiritualidade, intuição, psiquismo que possa ser útil à evolução individual ou planetária sem a mão caridosa do amor. Claramente o amor – manifesto através do quarto chakra - coordena e harmoniza o impulso da força física, cheia de potência e vontade, colocando toda a saúde e a própria sexualidade a serviço das realizações construtivas pelo benefício da família, unidade modelo do aprendizado das relações humanas pacíficas e produtivas. 

Assim, todas as invenções, construções, relações e religiões encontram uma porta de manifestação com possibilidades reais de evolução através do amor, do coração, do chakra cardíaco posicionado no meio do peito, próximo aos braços que oferecem acolhimento, das mãos que materializam toda criatividade, destes membros que são símbolo do fazer, do produzir.

Se, por conta de traumas ou de resíduos de uma maneira pouco sábia e administrar as dores e as emoções, estamos com este centro vital prejudicado, ou como se diz “fechado”, dificilmente poderemos ser produtivos de uma maneira harmoniosa na Terra. Nasce de um coração fechado uma maneira inteiramente distorcida de ver o outro, os recursos naturais, o perdão, a tolerância, e a própria missão de existência, tornando o indivíduo incapaz de sentir livremente e reconhecer no outro o amor. E daí se vê pessoas boas, gentis, brilhantes, ou ainda muito espirituais, sucumbirem a repressão do medo, que conduz a defesa exagerada, que conduz ao egoísmo ou a deficiência de autoestima, que por fim conduzem suas ações por meios que naturalmente não os podem colocar numa posição de amizade e receptividade com a própria vida. E lhes adoecem, mental, financeira, emocional ou fisicamente.

O amor cura. O caminho de aprendizado do amor livre e verdadeiro passa pela reorganização do todos os outros centros vitais e suas funções psíquicas e físicas. É isto mesmo: um caminho, o caminho do coração, que foi esquecido por nossa humanidade traumatizada com guerras, epidemias, religiões e nações conduzidas por pessoas igualmente adoecidas. Este caminho agora precisa ser retomado de uma perspectiva inteligente e autoconsciente, para nos livrar da autodestruição representada hoje, não somente pelo terrorismo e pela violência, mas pelo adoecimento interno, pelo crescimento dos casos de depressão, ansiedade e até suicídio em todo o mundo.

O amor cura.


Vida viva para todos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

A verdadeira função da dor

O texto abaixo é a transcrição original de um vídeo gravado logo após minha meditação matinal, mas em condições ruins para publicação. Resolvi gravar outro para publicar mas como, sinceramente, achei a mensagem original melhor, resolvi publicar mesmo assim pelo menos o texto ;) Segue então tanto o vídeo regravado quanto o texto original logo abaixo.



Precisamos conhecer e honrar a dor da mesma forma que fazemos com todos os nossos processos naturais de nutrição, de excreção, de reprodução... Reconhecer na mesma um instrumento de comunicação da inteligência interna do Ser e uma valiosa ferramenta de evolução. E quando estamos atentos ao conteúdo dessa comunicação ficamos mais capacitados a exercer a nossa felicidade intrínseca.

A gente passa a vida aprendendo que a dor é uma coisa ruim e que a gente não deve sentir dor, ou tristeza, ou mesmo passar por momentos de dificuldade. A dor é vista como uma imperfeição do mundo; algo anti-natural que deveria ser extirpado da existência humana. Sempre que estamos em momentos de crise ou passando por desconforto, nossa tendência é maldizer a vida e nos consideramos infelizes por que sentimos dor. Quem a sente se sente também condenado; à margem do movimento natural das coisas.

A dor não é vista como um processo natural do movimento universal de evolução – um feedback inteligente de que as coisas precisam ser transformadas e ainda a motivação necessária para que a transformação aconteça. E assim ela perde seu significado como parte da felicidade genuína. Sim, a dor é parte da felicidade e é necessária tanto quando momentos de prazer, pois enquanto não se chega ao momento em que as coisas estão desconfortáveis, normalmente não se busca a evolução. Ela indica o momento inevitável de transformação; a oportunidade, assim como a crise nos negócios indica que a empresa precisa de uma adaptação para continuar sobrevivendo no mercado.

Haveria uma estagnação geral no mundo se não houvesse momentos de dor para ninguém. Assim funciona a natureza: a crise leva a uma evolução compulsória, a escassez coordena os movimentos migratórios, que por sua vez coordenam o momento ideal para a reprodução. Mutações genéticas acontecem, os mais fracos se extinguem e as espécies se fortalecem no confronto com as crises que as abalam.

Precisamos re-significar a dor. E isso passa por olharmos de uma maneira completamente diferente o nosso corpo e o nosso coração. Inclui parar de criticar e maldizer o desconforto, parar de tomar rapidamente um remédio ao menor sinal de sofrimento, seja físico ou emocional. Ao contrário, passamos a mergulhar em cada desconforto, entendendo-o como um sinal, uma comunicação. Buscar entender, se aprofundar na linguagem da dor, como ela interfere no nosso pensamento, no nosso corpo. Saber quando ela acontece, em que circunstâncias, o que a faz aumentar e o que faz parar. Eu preciso ser mais autêntico? Eu preciso falar mais? Ou ficar mais em silencio? Preciso escutar mais o meu coração? Ou de repente quando eu controlo um pouco mais meus impulsos eu consigo um resultado melhor, que consequentemente aplaca minha dor? Enfim: se perguntar “Que tipo de mudança de comportamento mental ou emocional altera, extingue ou intensifica a minha dor?”.

Precisamos conhecer e honrar a dor da mesma forma que fazemos com todos os nossos processos naturais de nutrição, de excreção, de reprodução... Reconhecer na mesma um instrumento de comunicação da inteligência interna do Ser e uma valiosa ferramenta de evolução. E quando estamos atentos ao conteúdo dessa comunicação ficamos mais capacitados a exercer a nossa felicidade intrínseca. A dor não precisa deixar de existir para sermos felizes. Ela é parte da felicidade por que nos mantém em harmonia com o movimento universal, sendo que todo o universo está em permanente mutação e evolução. É simplesmente anti-natural acreditarmos que iremos atingir um estado perene e estático de satisfação, de onde a partir dali não existirá mais dor. Isto só acontece nos finais felizes dos antigos contos de fadas da Disney. Na vida real, a felicidade é um movimento de saúde da natureza, e a saúde passa por momentos de crise que conduzem a mudanças evolutivas constantes que fazem com que galguemos cada vez mais graus de consciência e adaptabilidade na conjuntura da transformação universal.


É preciso se permitir, se autorizar a sentir dor. E em sentindo, podemos compreender sua função e agradecer. Logicamente não estou falando de um certo grau de masoquismo, que faz com que sintamos a dor e fiquemos parados, congelados, nos lamentando a respeito dela. Falo aqui de um sentir dinâmico que contempla a dor como uma mola propulsora. Senti a dor que impulsiona e transforma, sendo adequadamente utilizada. Uma abordagem dinâmica da dor faz que com mergulhemos em nosso Ser mais elevado e encontremos a força transformadora que nos trará graus cada vez mais elevados de inteligência, harmonia, plenitude, autenticidade e prazer de viver.

Uma vida mais viva para todos nós!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Ser completo

Estou de volta e depois de tantas transformações só me restou recarregar minhas baterias na minha Fonte. Foram muitos momentos de stress desnecessário, momentos de descobertas libertadoras e dolorosas de como eu ainda aproveito mal o meu tempo passando mais tempo vivendo coisas irreais dentro de minha cabeça do que coisas verdadeiras no presente.

Mas tudo isso passou e hoje só sinto vontade de falar como depois de tudo isso consegui retornar ao meu eixo. Não é de praxe falar sobre esses assuntos no blog, já que procuro me manter o mais neutra possível acerca de determinados assuntos. Considerem portanto esse texto uma expressão de gratidão.
Muitas vezes, quando se encerra uma fase trabalhosa em nossas vidas onde tudo muda, fica uma sensação de vastidão misturada com um "por onde começo?". Você não sabe quem você é nem onde está por que tudo é novo. Você cresceu e também infelizmente adquiriu vícios. Alguns bons referenciais você construiu, outros você perdeu por que não eram mais úteis. Um novo farol precisa ser encontrado antes de se continuar a caminhada.

E o meu farol, o ponto onde me perco para me encontrar, sempre foi o divino.
Então mergulhei e me deixei levar. Esqueci-me de mim mesma, do que eu era, parei de perguntar o que havia me tornado para resgatar a memória de que na realidade nenhum ser neste mundo pode ser algo totalmente. As coisas são sempre parte, e uma parte não é nada além de uma simples parte. Mergulhei no momento, no agora onde nada importava além daquilo que realmente faz sentido: o Todo. Deixei-me desfazer e gerei dentro de mim a intenção de poder cumprir meu verdadeiro papel de parte, que é contribuir para a harmonia do todo. Eu realmente queria que minha existência fizesse sentido.
Considero infinitamente melhor ser um nada que contribui com alguma coisa do que ser um nada que tenta ser alguma coisa e não consegue. Mas infelizmente o ego humando sempre nos faz acreditar que ser alguma coisa é possível. O homem - e obviamente eu, enquanto humana - acha que é possível se destacar da imensidão universal e ser algo independente, algo especial, mais importante do que o restante.

Felizmente minha ilusão se quebrou mais um pouquinho e pude me abrir para o todo retomando meu papel de parte ínfima do universo. E, por alguns minutos, justo quando havia desistido de ter controle, de ter comando, de ter automina e independencia, a parte se sentiu completa.
Vida viva para todos!