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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Coração – no centro vida harmoniosa

No que diz respeito a função energética dos centros vitais ou chakras, o centro do coração tem uma função fundamental na vida relacional humana, seja com o planeta seja entre seres humanos. Ele é o mediador das diversas modalidades energéticas absorvidas pelo campo humano. É também o processador que transforma força física, desejo, inteligência, intuição, vocação e espiritualidade em ação; o agir harmonioso que possibilita todos os seres se auxiliarem e compreenderem mutuamente. Esta força ativa é o amor.


Seis centros vitais: três sutis, acima do coração e três mais densos abaixo do coração. Todas as funções destes centros são importantes e complementares. E sempre que agimos de maneira centralizada em somente alguns deles, acabamos por encontrar desequilíbrio em algum setor de nossas vidas. Não há inteligência que seja construtiva se não for materializada através do amor. Não há espiritualidade, intuição, psiquismo que possa ser útil à evolução individual ou planetária sem a mão caridosa do amor. Claramente o amor – manifesto através do quarto chakra - coordena e harmoniza o impulso da força física, cheia de potência e vontade, colocando toda a saúde e a própria sexualidade a serviço das realizações construtivas pelo benefício da família, unidade modelo do aprendizado das relações humanas pacíficas e produtivas. 

Assim, todas as invenções, construções, relações e religiões encontram uma porta de manifestação com possibilidades reais de evolução através do amor, do coração, do chakra cardíaco posicionado no meio do peito, próximo aos braços que oferecem acolhimento, das mãos que materializam toda criatividade, destes membros que são símbolo do fazer, do produzir.

Se, por conta de traumas ou de resíduos de uma maneira pouco sábia e administrar as dores e as emoções, estamos com este centro vital prejudicado, ou como se diz “fechado”, dificilmente poderemos ser produtivos de uma maneira harmoniosa na Terra. Nasce de um coração fechado uma maneira inteiramente distorcida de ver o outro, os recursos naturais, o perdão, a tolerância, e a própria missão de existência, tornando o indivíduo incapaz de sentir livremente e reconhecer no outro o amor. E daí se vê pessoas boas, gentis, brilhantes, ou ainda muito espirituais, sucumbirem a repressão do medo, que conduz a defesa exagerada, que conduz ao egoísmo ou a deficiência de autoestima, que por fim conduzem suas ações por meios que naturalmente não os podem colocar numa posição de amizade e receptividade com a própria vida. E lhes adoecem, mental, financeira, emocional ou fisicamente.

O amor cura. O caminho de aprendizado do amor livre e verdadeiro passa pela reorganização do todos os outros centros vitais e suas funções psíquicas e físicas. É isto mesmo: um caminho, o caminho do coração, que foi esquecido por nossa humanidade traumatizada com guerras, epidemias, religiões e nações conduzidas por pessoas igualmente adoecidas. Este caminho agora precisa ser retomado de uma perspectiva inteligente e autoconsciente, para nos livrar da autodestruição representada hoje, não somente pelo terrorismo e pela violência, mas pelo adoecimento interno, pelo crescimento dos casos de depressão, ansiedade e até suicídio em todo o mundo.

O amor cura.


Vida viva para todos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Saindo da noite escura da alma

Um amor não correspondido, uma vocação não compreendida, uma perda grande que nos obriga a amadurecer cedo demais... As vezes, ainda muito cedo, antes de compreendermos que aqueles que nos dão o sustento não são deuses, nos decepcionamos e perdemos a fé na vida e em nós mesmos.

Em alguns momentos, no meu trabalho com terapia vibracional, vejo pessoas com tudo para serem felizes e que não o são. Isso mexe profundamente comigo. Como é frequente estarmos com toda a bagagem energética e mental preparada para sermos plenos e felizes e, de repente, ocorre algo que nos faz desviar absurdamente dos nossos caminhos.

Um amor não correspondido, uma vocação não compreendida, uma perda grande que nos obriga a amadurecer cedo demais... As vezes, ainda muito cedo, antes de compreendermos que aqueles que nos dão o sustento não são deuses, nos decepcionamos e perdemos a fé na vida e em nós mesmos.

Felizmente, da mesma forma que já vi pessoas deprimidas com esse tipo de marcas, vi pessoas resgatarem sua essência espiritual e florescerem quando já não achavam que daria mais tempo. Não falo de uma religião específica; falo de uma reconexão profunda que leva a pessoa a descobrir que tem um espaço sublime e especial neste planeta. Elas entendem a função de sua dor, a maneira como o sofrimento os capacitou para fazerem trabalhos únicos e ao mesmo tempo conectados com seu prazer de viver e sua vocação primordial.

Esse momento é lindo, quando a pessoa encontra forças (às vezes na própria insustentabilidade do momento) para encarar a dor, aceita-la, encontrar sua função, agradecer e sublimar. Não é algo que se faz somente de maneira racional e mecânica. É uma ação profunda tanto no corpo quanto na alma, que transcende o intelecto e libera a carga de energia que ficou presa no passado, em valores atualmente contraproducentes, em músculos retesados que finalmente se relaxam, em choros contidos e inexplicáveis que se liberam... Tudo isso e pela ação da entrega com coragem.


É lindo, é o que me faz encarar a dor nos olhos dos outros (e nos meus próprios) todos os dias: a certeza da capacidade daquele ser de se encontrar, de se curar e me dar a honra de contemplar ao lado dele esse lindo nascer do sol que é a restauração da alma humana.

Vida viva para todos!