quarta-feira, 19 de maio de 2010

Quando a vida dá voltas...

Quando a vida dá voltas, é hora de saber o que de importante foi deixado para trás para que você acabasse retornando ao mesmo lugar. O que da sua essência foi negligenciado, que parte do aprendizado oferecido não foi absorvido, em que momento crucial você teve medo do novo e virou a mesma esquina de sempre – é o momento de reavaliar, refletir e resgatar.

Para o universo infinito e eterno não há tempo perdido nem caminhos distantes demais de Deus para serem percorridos. Tudo é aprendizado. Mas quantas vezes desejamos repetir determinada lição antes de resgatarmos nossa harmonia interior? Isto é o que faz diferença na hora de escolhermos os próximos passos a serem dados, se rumo ao novo ou rumo ao antigo.
O fato é que se você já percebeu que está em mais uma daquelas voltas e o sentimento de dejavu é forte demais para ser ignorado, talvez seja uma boa oportunidade recolher as pérolas esquecidas pelo caminho e finalmente seguir em frente de maneira corajosa e cheia de fé, disposto a ter mais atenção às oportunidades infinitamente novas de crescimento que a vida nos oferece.

Quando a vida dá voltas é hora de sermos humildes e reconhecer nossos erros; mas também é hora de ter paciênica; de sermos leves e simples para conseguirmos admitir que sempre é tempo de recomeçar e construir uma nova trilha de felicidade.

Vida Viva para Todos!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Os alimentos da perseverança

Continuação do texto anterior

O que é que esse bicho come, essa tal de perseverança? Normalmente sabemos da importância dela em qualquer empreitada, mas não sabemos como alimentá-la, como manter sua chama acesa, uma vez que somos diariamente desestimulados com notícias ruins, e com condenações de todo tipo.

A economia vai pro buraco; o mundo está cada dia pior; nada dá certo nessa vida; quanto mais eu rezo, mais assombração aparece... A todo momento estamos roubando o alimento que deveria ser destinado a ela para alimentar justamente o oposto: a descrença, a desmotivação e a falta de fé. E todos eles, inclusive a perseverança, se alimentam da mesma coisa: energia mental. Nossa preciosa atenção, que deveria estar voltada para as coisas que amamos e desejamos tornarem-se reais, está concentrada no medo e na falta de esperança, que desestimulam e imobilizam qualquer indivíduo. Tudo o que é indesejado é constantemente alimentado. O que gostaríamos ver crescer e florescer fica desassistido.

Em primeiro lugar, precisamos parar de desnutrir nossa perseverança. Desviando os suprimentos que deveriam nos sustentar, sentimos dia após dia este manancial de motivação murchar e se tornar impotente diante de tantas “evidências” negativas. Diante de um problema é imprescindível se concentrar na possibilidade de solução, ao invés de ficar remoendo a presença do obstáculo. A mesma energia que é utilizada para se lamentar pode ser direcionada para o tentar, o empreender e o criar.

A lamentação não resolve problemas, pois ela limita o ser humano na presença do problema sem impulsioná-lo à resolução. Desejamos que aquilo fosse diferente, reclamamos que não deveria ser daquele jeito, que não é justo... e, sendo assim, não deveríamos precisar fazer nada para que aquilo fosse resolvido, pois o problema não deveria nem mesmo existir.
Então é fundamental ainda aceitar as coisas como elas são. E ser realista não é ser pessimista, e sim saber que qualquer problema tem uma solução. Os problemas podem existir, não é o fim do mundo, pois sempre há uma solução. A partir desta postura economizamos tempo lamentando e passamos mais tempo criando soluções. As maiores invenções da humanidade surgiram de um problema para o qual não existia solução no planeta e alguém precisou criá-la, já que o problema não deixou de existir pela simples lamentação.
Uma vez que o vazamento de energia cessa através da aceitação e da mudança do foco energético do “rejeitar” para o “resolver”, a perseverança poderá ser cultivada com sucesso e utilizada com sabedoria. Uma vez que o empenho está em resolver, a motivação vem do próprio objetivo. Agora o desejo não está em querer que as coisas estivessem de um jeito específico, mas sim em solucionar a situação da melhor forma encontrada ou criada. Percebe a diferença?

Imagine a seguinte situação: alguém sofre um acidente e perde as duas pernas. Se esta pessoa pensa no problema como “perdi as duas pernas” ela só pode se lamentar por que não há como recuperá-las. Mas se ela desvia o foco para uma solução, ela pensará que quer se locomover; colocará, como foco de solução, a locomoção e encontrará cadeira de rodas, muletas ou inventará um novo tipo de prótese que substitua totalmente as pernas. Um foco limita; o outro impulsiona.

Por fim, ajudará muito se nós pararmos de estragar os sonhos uns dos outros com o hábito de oferecer sempre ao próximo e a si mesmo idéias, comentários, imagens que desviem o foco de nossas energias mentais e nos induzam à apatia e à impotência. Da mesma forma que há material no mundo para nos deprimir, há para nos levantar (embora a mídia faça parecer o contrário). Seja proativo e não delegue aos outros a tarefa de encontrar alimento para a sua perseverança. Leia e assista coisas positivas, escute músicas elevadoras, alimente conversações úteis. O show deve continuar e a responsabilidade é sempre sua.
Vida Viva para todos!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Perseverança: quando é que ela funciona?

Fala-se muito da importância da perseverança em setores diferentes da nossa vida, quando desejamos conquistar qualquer objetivo que seja. Mas normalmente as reflexões acerca da perseverança se limitam a avaliar as ações externas, sem levar em consideração o centro de eficácia da mesma: a postura interior.

Às vezes fazemos tudo o que é preciso para executar um projeto bem sucedido. Analisamos o ambiente onde será realizado, providenciamos os recursos necessários, escolhemos o momento certo e executamos as ações corretas nas horas apropriadas sem esmorecer. Mas então, parece que, mesmo sem modificar a aparente eficácia dos atos, os resultados diminuem ou desaceleram. Por que isto acontece?
Por que a origem dos resultados não está nas ações externas que são empregadas para se alcançar o objetivo. Estas são apenas ferramentas, veículos de manifestação. A verdadeira fonte dos resultados esta na motivação interna, um estado vibracional diferenciado que alcançamos quando temos fé no resultado pretendido e estamos embriagados com a alegria de ter conquistada a meta almejada. É com essa energia que começamos uma empreitada, mas com a qual dificilmente conseguimos chegar até o final.

Mais difícil do que realizar sem se mover é sair do lugar sem acreditar, já que nesta situação ficamos como que presos a uma areia movediça, na qual afundamos cada vez que nos movimentamos sem colher resultados. É por isso que existem tantas pessoas que passam a vida tentando sem conseguir enquanto outras conseguem com pouco esforço – embora ambas tenham executado basicamente as mesmas ações externas para se chegar aonde se desejava.

Além do mais, a própria visão da realidade é modificada com uma simples mudança na disposição de espírito. Sendo assim, a fé interna altera a capacidade de se enxergar oportunidades e soluções para problemas comuns. As mulheres sabem bem o quanto o mundo é mais difícil na TPM e como magicamente ele fica belo apenas 2 dias depois dela. O indivíduo verdadeiramente auto-motivado pela fé supera de forma mais fácil e rápida os obstáculos fazendo-os até mesmo parecerem inexistentes, o que contribui para sua famosa “aura de sorte”.

Diante disto, podemos perceber que a verdadeira perseverança está em ser persistente na capacidade de sentir e acreditar na meta já realizada. É se mover com a naturalidade e a tranqüilidade de quem sabe que chegará sem dúvida ao destino proposto, com calma, alegria e segurança. Sustentar este estado de ser até o fim é o verdadeiro desafio, já que executar ações de maneira automática qualquer cachorro aprende a fazer.

No próximo texto darei algumas sugestões de como manter este estado.

Vida viva para todos!

quinta-feira, 12 de março de 2009

A maior justificativa para a evolução é o amor

A maior fonte capaz de gerar força de vontade, coragem e motivação é o amor. Quando um indivíduo ama verdadeiramente, ele é capaz dos maiores desapegos. Desfaz-se de melindres inúteis, de medos desnecessários, de preguiça, de má vontade... Isto quando se ama verdadeiramente.

Reflita e sinta se isto acontece. Quando alguém que amamos muito - um pai, uma mãe, um irmão – adoece, não medimos esforços para que ele fique bem. Nem a preguiça, nem o sono, nem o frio, nem mesmo a fome são capazes de nos afastar do propósito de diminuir seu sofrimento e deixá-los saudáveis. O amor é realmente uma força motriz poderosa.

Então nos perguntamos por que não conseguimos manter semelhante determinação no momento de nos autotransformarmos e diminuirmos nosso próprio sofrimento, nos curando e nos melhorando. A resposta é óbvia: falta de amor.

É comum as pessoas confundirem o amor próprio verdadeiro com “paixão própria”, atração pela própria aparência, necessidade de obter prazer sensorial através de si mesmo, com comida, compras, bebida, sexo ou seja lá o que for. Da mesma forma que acontece com as relações afetivas externas – onde atração física, interesse pelos bens materiais, tesão, necessidade de diminuir a solidão e carência não podem ser considerados amor – estas coisas em relação a si mesmo por si só não podem ser consideradas amor próprio.

Quem se ama se respeita. Quantas vezes vemos alguém, que ama sua própria aparência e se enche de presentes e de prazeres, se deixar adoecer, deprimir ou se envolver com pessoas que atrasam seu crescimento?

Precisamos reavaliar nosso sentimento por nós mesmos afim de encontrar a origem do apoio (ou do desestímulo) que vem de dentro de nós. Cultivar um amor verdadeiro por si mesmo é garantir um desejo intenso de se ver crescer, de se encontrar cada vez melhor, mais saudável, mais próximo de uma realização pessoal plena e consistente. É ter dentro de si uma força infinita, que persiste impulsionando-o rumo às mudanças que aperfeiçoam seu modo de viver e sentir, esclarecendo a realidade, e estimulando-o a buscar experiências que realmente o faça ser cada vez melhor.

Ame-se e nunca se faça sofrer. Esteja sempre lá para você, nunca se deixe na mão. “Seja-se” fiel e sincero, o amigo mais leal de todos. E, acima de tudo, nunca se abandone na estagnação, sem perspectivas de ser cada vez mais feliz.

Viva Viva para todos!
Maya